Ele é só um cara.
É só um
cara. E quer mesmo saber? é um cara como todos os outros caras. Esse que
me perguntou as horas no meio da rua – podia ter sido ele e eu nem
liguei. O mendigo, o moto-taxi, o padre, o professor. Ele estava ali o
tempo todo, e não estava. Ele é só um deles. Vários, uma legião, e
ninguém mais. É só um cara e não a minha vida,
e não todos os dias da minha história, e não todas as minhas lágrimas
juntas em um único sábado solitário. Ele não é o destino. É um cara.
Existem muitos destinos. Ele é só um cara que mal sabe escolher os
próprios perfumes. não sabe sangrar, não sabe que nome daria a um filho,
não pode ficar mais tempo.
Ele é só um cara perdido como muitos outros caras que eu encontrei, e perdi.
Ele é só um cara e eu já esqueci outros caras antes!
Nenhum comentário:
Postar um comentário